IMPRESSORAS E MULTIFUNCIONAIS

Tudo que você precisa saber sobre elas

O avanço da tecnologia e a predominância das soluções digitais fez com que as impressoras perdessem parte da sua importância na última década. Entretanto, independentemente da sua área de atuação, tente se imaginar sem ter acesso a um equipamento para transformar os conteúdos digitais em impressos. Parece complicado, não é mesmo?

De fato, desde que os primeiros modelos começaram a ser desenvolvidos, ainda no final da década de 30, no século passado, até os dias atuais muita coisa mudou. Elas se tornaram mais econômicas, mais eficientes, agregaram novas tarefas e ficaram mais simples de serem operadas.

Imagem com quatro modelos de impressora

Jato de tinta, laser, ecotank, multifuncional... São muitas as nomenclaturas e o excesso de informações técnicas podem confundir consumidor e empresas. Afinal, qual é o modelo mais adequado para cada ocasião?

A Contabilista preparou um conteúdo especial completo, com tudo que você precisa saber sobre impressoras, as características de cada uma delas e dicas para você escolher não só o seu equipamento, mas também o cartucho e o papel mais adequados para obter sempre o máximo de rendimento.

A História Como elas surgiram?

É bem provável que você nunca tenha ouvido falar no nome do norte-americano Chester Carlson. Ele é considerado o “pai da fotocopiadora”, o primeiro embrião do que viriam a ser as impressoras atuais.

Na década de 30, Chester Carlson atuava em uma empresa de produtos eletrônicos de Nova York chamada Mallory and Company. Seu trabalho estava ligado diretamente ao setor de patentes da companhia e no dia a dia ele percebeu que o número de cópias impressas das especificações técnicas dos produtos nunca era suficiente para atender as necessidades.

Para obter uma delas, era preciso recorrer a prensas e linotipos — equipamentos caros e pouco acessíveis para impressões individuais ou em pequenas quantidades. Naquela época, ainda não havia nenhuma forma de fazer cópias rapidamente e com uma qualidade aceitável.

Fotografia de Chester Carlson, considerado o pai da fotocopiadora

O físico norte-americano Chester Carlson, considerado o “pai da
fotocopiadora”.

Esse problema o incomodou e ele viu ali uma oportunidade de mercado. Durante meses, todas as noites ele ia à Biblioteca de Nova York pesquisar sobre processos de reprodução de imagens. Depois de muitos testes, na manhã do dia 22 de outubro de 1938, numa saleta do segundo andar de um edifício do bairro de Astoria em, Nova Iorque, onde instalara seu improvisado laboratório, Carlson criou o processo que mais tarde se tornaria célebre em todo o mundo, sob a marca Xerox.

Fotografia da Primeira fotocópia do mundo

Primeira fotocópia do mundo.

Ele cobriu uma placa de zinco com uma fina camada de enxofre e escreveu com tinta comum, sobre uma lâmina de vidro, os dizeres “10-22-38 ASTORIA”. Depois, esfregou com um lenço de algodão a placa metálica que se tornou carregada de eletricidade estática. Por fim, colocou a lâmina de vidro sobre a placa metálica e expôs o conjunto à luz de um refletor.

Os raios de luz, conforme previa a teoria, drenaram toda a carga elétrica da chapa metálica, deixando intactas somente as regiões cobertas pela tinta dos dizeres, formando uma espécie de máscara contra os efeitos dos raios luminosos. Retirada a lâmina de vidro, Carlson pulverizou a placa metálica com um pó conhecido como licopódio. Imediatamente, os dizeres “10-22-38 ASTORIA” se tornaram visíveis. Quando uma folha de papel foi pressionada contra a superfície metálica, a inscrição transferiu-se para ela. Essa foi a primeira cópia xerográfica do mundo.

Ano após ano, os processos foram aperfeiçoados, seguindo os avanços da computação. Em 1953, foi criada a primeira impressora de alta velocidade. As modernas impressoras a laser chegariam ao mercado somente em 1983, graças a uma parceria entre as empresas Hewlett Packard e Canon.

Funcionamento Como funciona uma impressora?

Ainda que existam diversos tipos de tecnologia de impressão, como os modelos jato de tinta ou laser , o fato é que a lógica de funcionamento do sistema é similar. Quando damos a ordem de “imprimir” no computador ou no celular, as informações contidas no arquivo em questão são enviadas para o software da impressora.

Processador do equipamento

O processador do equipamento é o responsável por transformar aquela imagem que vemos na tela em um código que será compreendido pela impressora. Posteriormente, as informações são passadas para o chip que está presente no cartucho de tinta, e somente aí tem início o processo de impressão propriamente dita.

O algoritmo da impressora obtém o posicionamento exato de cada pixel de uma imagem. Esse mapeamento é enviado para o cartucho da impressora, com a ordem para que cada pixel seja impresso em uma cor determinada, e para que cada gota de tinta seja aplicada na posição correta e na tonalidade exata. É a soma dos pixels no papel que formará a imagem final.

Só por aí você pode entender a importância de utilizar cartuchos de alta qualidade para garantir impressões mais nítidas. Falaremos sobre isso mais adiante.

Ilustração da impressora a laser por dentro

Já no caso das impressoras laser, a lógica é parecida, mas não há tinta envolvida. Os modelos laser utilizam eletricidade estática para iniciar o processo de impressão. Uma carga elétrica positiva é aplicada no cilindro rotativo fotorreceptor.

Essa carga faz com que ele gire enquanto o canhão laser é descarregado em pontos específicos do papel, correspondentes ao material impresso.

A impressão é viabilizada pelo toner, um recipiente cheio de um pó fino à base de carbono e polímero com carga elétrica positiva.

As áreas descarregadas pelo laser contêm carga negativa. Por suas características, as impressoras laser são mais precisas e mais rápidas, atingindo resoluções mais altas sem correr o risco de “borrar” os itens impressos.

Tecnologias Quais são os tipos de
impressoras?

Agora que você já aprendeu um pouco mais sobre a origem das impressoras e suas principais características de funcionamento, é hora de conhecer os tipos e tecnologias existentes.

Acima, mencionamos duas delas: jato de tinta e laser. Ambas são as mais conhecidas, mas não são as únicas. No mercado, você encontrará diversas outras nomenclaturas.

Impressora jato de tinta

Jato de tinta

As impressoras jato de tinta são as que apresentam a melhor relação custo-benefício para aqueles que têm volumes baixos de impressão. Os modelos mais recentes aliam impressão de qualidade e velocidade razoável a um custo acessível e simplicidade de manutenção.

O processo de impressão é obtido a partir de cartuchos de cores primárias, podendo ser dois, três ou quatro. O preto está presente em todos os modelos. Alguns equipamentos contam com um cartucho colorido e outros podem combinar três cartuchos para criar uma paleta de cores CMYK – ciano, magenta, amarelo e preto.

Impressora a laser

Laser

Mais comum aos escritórios e locais que demandam quantidades maiores de impressão, as impressoras a laser são conhecidas pela capacidade de imprimir grandes volumes em ótima qualidade e excelente velocidade. Por essa razão, esses modelos são mais caros do que as impressoras jato de tinta.

A principal diferença no processo de impressão é a utilização de toners em vez de cartuchos. Eles são mais caros, mas também têm maior durabilidade. Elas são capazes de imprimir um maior número de páginas por minuto. Há grande variação de preço entre os modelos de acordo com a resolução máxima de impressão.

Impressora multifuncional

Multifuncional

As multifuncionais nada mais são do que a combinação de uma impressora jato de tinta ou laser com outros recursos essenciais.

Entre as funcionalidades extras estão a capacidade de fazer cópias (fotocopiadoras), digitalizar documentos (scanner) ou até mesmo enviar receber fax, ainda que essa tecnologia tenha caído em desuso.

Por agregarem múltiplos serviços em um só equipamento, essas máquinas também costumam ter um custo mais elevado em relação às impressoras avulsas. Entretanto, é mais em conta recorrer a uma multifuncional do que comprar cada um dos equipamentos separadamente, isso sem falar na economia de espaço em casa ou no escritório.

A principal diferença no processo de impressão é a utilização de toners em vez de cartuchos. Eles são mais caros, mas também têm maior durabilidade.

Impresssora tanque de tinta

Tanque de tinta

As impressoras tanque de tinta podem ser consideradas uma evolução dos modelos jato de tinta. A lógica de funcionamento é a mesma, mas a diferença está nos cartuchos. Em vez deles, há tanques de tinta e sempre que o conteúdo acaba você pode adicionar mais por meio de um refil.

Essa é uma solução sustentável, pois há menos descarte de lixo no meio ambiente, e mais acessível, uma vez que a reposição da tinta tem um custo menor. As impressoras tanque de tinta também contam com versões multifuncionais.

Esses modelos estão em alta no mercado, pelo fato de serem uma alternativa sustentável e que pode reduzir custos operacionais para aqueles que imprimem em grandes quantidades. Há uma tendência de que mais empresas recorram a esses modelos nos próximos anos, apresentando mais versões de produtos compatíveis com essa tecnologia.

Impressora neverstop

Neverstop

Utilizando a mesma lógica da impressora tanque de tinta, os modelos HP Neverstop são uma evolução das impressoras laser. A diferença aqui está no fato de que a impressora é recarregada com um refil de toner, o que reduz os custos dos insumos de impressão utilizados ao longo do tempo.

Esse modelo utiliza um sistema desenvolvido com exclusividade pela HP e ainda pode ser considerado uma novidade em fase de testes no mercado. Os modelos neverstop prometem uma economia de até 80% se forem utilizados os kits recarga de toner original HP.

Impressora A3

Impressoras A3

As impressoras A3 nada mais são do que modelos jato de tinta ou laser que têm suporte a impressão de folhas no tamanho A3 (29,7 cm x 42 cm). As folhas A3 têm exatamente o dobro do tamanho das tradicionais A4 (29,7 cm x 21 cm), e são usadas principalmente para impressão de cartazes.

Em geral, as características são as mesmas dos modelos anteriores, o que muda é o tamanho da bandeja de papel, com suporte para formatos maiores. É utilizada em um número limitado de escritórios, como agências de publicidade e construtoras, e também em casas de impressão.

Impressora matricial

Matricial

As impressoras do tipo matricial são conhecidas como “impressoras de impacto” em razão da maneira como elas imprimem o conteúdo no papel. A lógica aqui lembra muito a de uma máquina de escrever, pois necessita de uma fita tintada como intermediária de uma cabeça de impressão para transferir as informações para o papel.

Embora estejam disponíveis no mercado há muitas décadas, não podemos considerar esses modelos obsoletos. Isso porque elas podem imprimir vários papéis de uma só vez utilizando papel carbono. As impressoras matriciais ainda são bastante utilizadas em indústrias e empresas para impressão de holerites e notas fiscais.

Impressora Plotter

Plotter

As plotters são mais indicadas para quem precisa imprimir em grandes formatos ou com qualidade acima da média. Elas são muito utilizadas por engenheiros, arquitetos, publicitários e artistas gráficos, servindo para impressão de plantas, projetos, banners e cartazes.

Outra vantagem está nos tipos de superfície suportadas para impressão: as plotters podem imprimir não apenas no papel, mas também em superfícies plásticas e tecidos. Nesse caso, o foco está totalmente na qualidade de impressão, já que elas costumam ser mais lentas. Elas estão também entre os modelos com custo mais alto no mercado.

Cartuchos e toners Por que escolher os originais?

Para empresas e consumidores que precisam comprar suprimentos todos os meses, as vantagens dos cartuchos e toners originais podem representar menos problemas em médio e longo prazo. Sabemos que os cartuchos e toners remanufaturados ou compatíveis são amplamente difundidos no Brasil. No entanto, pode ser que essa economia inicial represente um custo maior lá na frente. Vamos descobrir em detalhes por quais razões você deveria trabalhar apenas com produtos originais a seguir.

Manutenção
da garantia

Quem você acha que seria capaz de fabricar um cartucho ou toner perfeito para o seu próprio produto: a empresa original ou alguma outra que apenas se inspirou na tecnologia?

A resposta aqui parece bem óbvia, não é? É justamente por isso que aqueles que procuram confiabilidade não devem renunciar aos produtos originais. Além de você ter acesso a todas as garantias que as grandes marcas oferecem, as chances de que alguma coisa dê errado são muito menores.

Se você compra um equipamento novo e no período de garantia tem algum problema, a assistência técnica ou SAC do fabricante avalia se foram usados suprimentos que não são originais. Caso positivo, você perde a garantia do fabricante.

Uma pesquisa da Buyers Laboratory Inc. constatou que 56% dos cartuchos recarregados por empresas de reabastecimento falharam durante o uso ininterrupto.

Melhor
desempenho

Nos modelos compatíveis, não há as mesmas tecnologias disponíveis para garantir a qualidade, o que resulta em um rendimento menor.

Nos cartuchos e toners remanufaturados isso também não acontece, uma vez que o cartucho já foi submetido à sua vida útil de uso e eventuais problemas podem surgir com o tempo.

Para evitar que haja entupimentos nos bocais das impressoras, os cartuchos originais são calibrados individualmente, evitando que a tinta resseque em alguns pontos.

Os testes realizados pelas empresas levam em consideração o uso de cartuchos originais e, por isso, a qualidade de impressão só é garantida com o uso deles.

Maior
rendimento

Falando em rendimento, esse é um aspecto fundamental para você considerar na hora de comprar um cartucho.

Não adianta ele custar alguns reais a menos se, no final das contas, a tinta rende menos e o número de impressões de que você é capaz de fazer acaba sendo reduzido. Além disso, existe a questão da durabilidade da tinta.

As impressões feitas com cartuchos e toners originais invariavelmente são mais duráveis. Isso se deve à alta qualidade do material utilizado na composição da tinta, uma característica que terceiros nem sempre poderão garantir.

O barato pode sair caro. Cartuchos originais tem durabilidade próxima da média estimada pelo fabricante, enquanto outros podem durar até 30% menos dependendo da qualidade da tinta.

AS DIFERENÇAS Original, remanufaturado
ou compatível?

Quando falamos de cartuchos ou toners, é preciso ainda fazer uma distinção entre os modelos que são originais e aqueles que não são.

Originais

Os cartuchos originais são aqueles fabricados exclusivamente para companhia responsável pela sua impressora: Epson. HP. Brother e assim por diante. Por isso, as chances de que algum problema aconteça são muito menores, além do fato de que há ampla garantia caso algum defeito apareça. Todas as estimativas de velocidade e quantidade de páginas impressas por cartuchos são estimadas levando em consideração produtos originais.

Remanufaturados

Já no caso dos modelos remanufaturados, são empresas de terceiros que utilizem cartuchos originais vazios para preenchê-los. O problema nesse caso fica por conta desse processo de recarga, que muitas vezes não segue as diretrizes recomendadas pelo fabricante. Um erro mínimo já é o suficiente para resultar em diferenças na impressão – além de a procedência da tinta não ser garantida.

Compatíveis

Por fim, temos ainda os modelos compatíveis. Eles não utilizam nem recipientes originais vazios e nem tintas certificadas pelo fabricante. Por essa razão, esses modelos costumam ser mais baratos. Em contrapartida, são grandes as chances de que eles apresentem algum tipo de problema.

Os Tipos de Papéis Qual a influência na impressão?

Ilustração com os tipos de papel para impressão

Sim, o tipo de papel influencia no resultado, e muito. De nada adianta ter uma ótima impressora com tinta de qualidade se na hora de colocar as impressões no papel a escolha também não siga os mesmos critérios.

Existem dezenas de tipos de papel disponíveis – e cada um se sai melhor em um tipo específico de impressão. Vamos conhecer os tipos de papel mais comuns.

Impressora com papel sulfite

Papel sulfite

O papel sulfite é o mais comum e o mais utilizado nas empresas e residências. Ele está disponível em várias gramaturas, por isso é o mais indicado para impressões no dia a dia, especialmente de documentos. Vale a pena ressaltar também a qualidade do papel sulfite para impressões, fato que o torna o mais adequado e utilizado. Por exemplo, o papel sulfite Chamex tem garantia de 99,99% de não-atolamento e de não alimentação de múltiplas folhas devido à excelente qualidade do corte das folhas. Isso evita desperdício e risco de danificar o seu equipamento.

Apostilas de papel couchê

Papel couchê

Com gramatura variando entre 90 g/m² e 250 g/m², o papel couchê é mais brilhoso e seu revestimento garante textura lisa do papel. Por ser do tipo microporoso, a impressão nele resulta em cores mais fortes e vivas.

É subdividido ainda em três tipos:

L-1 Brilho somente de um lado.

L-2 Brilho dos dois lados.

Matte Sem brilho (“fosco”).

Mão segurando papéis offset

Papel offset

Similar ao papel sulfite, o papel offset possui como principal característica o fato de ser mais resistente à umidade. Com propriedades microporosas, ele absorve mais tinta do que outros tipos de papel. Além disso, a variedade de gramaturas é maior, indo desde 56 g/m² até 240 g/m². É fácil de ser encontrado.

Impressões com papéis fotográficos

Papéis fotográficos

Para impressões que requeiram um nível maior de detalhamento, o melhor é recorrer aos chamados papéis fotográficos. Existem diversas variações, mas as mais comuns são o Glossy (alto brilho), o Glossy Adesivo (alto brilho e função adesiva) e o microporoso (ideal para fotos que queiram impressão de altíssima qualidade).

Principais
formatos de papel

As folhas de papel têm formatos padrão, definidos pela norma ISO 216. Ela se aplica a todos os países do mundo, exceto Estados Unidos e Canadá, que seguem normas próprias.

A norma se baseia no padrão alemão Deutsches Institut für Normung (DIN) 476, criado em 1922.

Basicamente, os tamanhos são subdivididos nas séries A, B e C. Em todos os casos, a razão entre a altura e a largura é igual a raiz quadrada de dois. Na prática, isso significa que duas folhas A4 têm o tamanho de uma A3; duas folhas A3 têm o tamanho de uma folha A2; e assim sucessivamente.

Tabela com os formatos padrão de folhas de papel
Tabela com os formatos padrão de folhas de papel
Tabela com os formatos padrão de folhas de papel

Como mencionamos acima, Estados Unidos e Canadá não seguem a norma ISO 216, mas sim padrões definidos pelo American National Standards Institute (ANSI).

Os formatos mais utilizados e reconhecidos em softwares de impressão são os seguintes:

Lista de impressões no formado ANSI mais conhecidas

Como calcular Qual o custo de impressão?

A primeira coisa a ser feita é uma planilha de controle. Sem ela, você não terá a noção exata de quanto a sua empresa gasta com cópias toda vez que alguém clica sobre o botão imprimir.

E sem saber as quantidades ou os custos, dificilmente você poderá agir para reduzir os gastos relacionados às impressões.

Na sua planilha de controle, você deve anotar os gastos do mês e os seguintes dados:

Preço da sua impressora
Valor gasto com papéis
Valor gasto com cartuchos/ toners
Número total de páginas impressas

Com base nesses números, ao final de 30 dias você terá o primeiro panorama de quanto custa cada página impressa na sua empresa.

Agora que você já sabe o valor total gasto com as impressões, vamos aos custos unitários de cada um dos itens que compõem essa equação. Vamos começar pelos cartuchos ou toners.

Gastos com cartuchos e toners

Vamos supor que a sua empresa usa 4 cartuchos de tinta por mês, sendo que o total dos quatro é de R$ 150. Se com R$ 150 gastos você tem um total de 1,5 mil páginas impressas ao final do mês, é sinal que cada página custa, pelo menos R$ 0,10 apenas em tinta. Portanto, anote esse valor:

R$ 0,10 Por página

Gastos com papel

Além da tinta é preciso incluir na equação ainda o custo do papel. Em nosso exemplo, terminamos o mês com 1,5 mil páginas impressas. Cada resma de papel tem 500 folhas e, portanto, falamos de três resmas.

Em média, cada uma delas custa R$ 20. Portanto, temos que dividir (R$ 20 x 3) por 1,5 mil. Como resultado, temos um custo de mais:

R$ + 0,04 Por impressão

Gastos com a impressora

Precisamos levar em consideração ainda a impressora que você comprou. Seja lá qual for o modelo escolhido, ele tem uma vida útil e, eventualmente, pode precisar de algum tipo de manutenção.

Vamos supor que ela custou R$ 500 e sua vida útil é de 25 mil páginas. Portanto, dividimos R$ 500 por 25 mil. O resultado é de mais:

R$ + 0,02 Por impressão

Descobrindo o custo
de impressão por página

Agora, o que precisamos fazer é somar os custos individuais para termos a composição do custo total. Seguindo o nosso exemplo, somamos: R$ 0,10 + R$ 0,04 + R$ 0,02. O resultado final é R$ 0,16. Ou seja, cada folha que que você imprime custa R$ 0,16 ao caixa da sua empresa.

R$ 0,16 Por página

Simples entender a formação desse custo, não é mesmo? Aproveite e descubra também como economizar com os suprimentos para sua casa ou escritório

Como economizar Como posso reduzir meus custos ?

Não se trata apenas de uma questão de reduzir custos, mas também de diminuir o nosso impacto no meio ambiente. Em muitos casos, simplesmente não é possível deixar de imprimir um arquivo, ou isso acabará afetando diretamente a produtividade.

Como você descobriu acima, cada página impressa tem um custo. Veja como economizar um pouco e obter números mais positivos nessa equação.

Modo rascunho/econômico

Essa é a maneira mais simples e rápida de poupar um pouco da tinta ou do toner da sua impressora. Todos os modelos, desde os mais simples aos mais completos, contam com a opção de impressão em modo econômico. Ela é perfeita para imprimir documentos que serão usados internamente para consulta.

Reaproveitamento de folhas

O que você faz com as folhas utilizadas? Joga elas fora mesmo que elas tenham um dos lados inteiramente em branco? Repense seu uso e economize. Para impressões em modo econômico, utilize o verso de folhas que seriam descartadas, isso ajuda a salvar papel. Outra opção é transformár em bloquinhos de rascunho.

Como economizar

Será que você precisa mesmo imprimir essa folha? Faça essa pergunta a si mesmo antes de cada impressão. Muitas pessoas ainda têm o hábito de imprimir tudo o que veem pela frente e acabam não utilizando as folhas depois. Não se trata de deixar a impressora de lado, longe disso, mas sim de fazer um uso racional dela.

Se a impressora é antiga, os suprimentos tendem a ser mais caros e o custo de manutenção é maior. Em geral, os usuários não querem trocar o equipamento enquanto ele está funcionando, mas muitas vezes vale mais a pena investir em uma máquina nova, com custos de impressão mais baixos. Uma dica: se a sua impressora antiga ainda está funcionando, doe!

Como escolher Qual impressora comprar?

Agora que você já sabe tudo sobre impressoras, chegou a hora de descobrir como escolher uma. A lista de especificações técnicas e extensa e a procura pode se tornar confusa para quem não tem um guia como esse em mãos.

Além de observar certos números, procure definir quais características são mais importantes para você. Por exemplo, uma impressora a laser com qualidade suficiente para imprimir fotografias, pode ser melhor do que uma jato de tinta se seu objetivo não for imprimir grandes volumes. Porém, você usará essa função?

Impressões coloridas
ou preto e branco?

Entender o padrão de cada tipo de impressora é um bom ponto de partida. Praticamente todas as jato de tinta imprimem colorido, enquanto os modelos laser são, na sua maioria, monocromáticos.

As impressoras laser são reconhecidas pelo menor custo de impressão e pela rapidez. Se você pretende imprimir apenas textos, tenha em mente que mesmo os modelos mais simples fazem um bom trabalho e talvez não seja preciso recorrer a uma versão mais cara.

Tamanho de impressão (A4)
ou maior?

Para a maioria dos usuários, uma impressora capaz de imprimir documentos em tamanho padrão (A4) é suficiente. Porém, pode ser que a sua necessidade seja mais específica e você precise de impressões em tamanho maior.

Se for esse o caso, vale a pena investir um pouco mais em modelos com bandeja de papel com suporte para o formato A3.

Impressão
frente e verso?

Alguns modelos de impressora, especialmente laser mais recentes, contam com tecnologia que permite a chamada impressão frente e verso.

Em outras palavras, além de economizar papel e tempo, você torna as coisas muito mais práticas — especialmente para impressão de arquivos em série, como apostilas, livros e manuais. O controle de paginação na impressão é feito via software.

Qual será o volume de impressões/dia?

Quantas páginas você pretende imprimir em média por dia? No caso de uma impressora para escritórios pequenos ou uso residencial, é comum que às vezes se passem semanas até que uma folha seja impressa.

Por outro lado, em um escritório ou em um setor de atendimento ao público, a demanda por impressão é muito maior. Somente modelos laser garantirão uma boa entrega em volumes maiores.

Se você não consegue imaginar a quantidade de folhas impressas, é só lembrar da quantidade de resmas de papel que foram utilizadas em um determinado período. Para definir a melhor escolha, verifique o “ciclo de trabalho recomendado”, indicado pelo fabricante do equipamento.

Uso pessoal
ou em rede?

Fique atento também à conectividade da sua impressora. Os modelos mais antigos funcionam apenas via cabeamento, ou seja, requerem que os computadores estejam conectados a ela para impressão.

Já os modelos mais novos, além de se conectarem via Wi-Fi, também permitem acesso via smartphone. Chega de transferir arquivos do celular para o PC apenas para impressão.

Quais recursos
adicionais você precisa?

Os fabricantes não param de incorporar novos recursos às impressoras. Seja por meio de softwares repletos de funções ou de componentes de hardware, o fato é que cada dia surgem novidades que podem ser úteis (ou não) para tornar o seu cotidiano mais prático. Aqui, considere esses itens como algo capaz de agregar valor, mas não como um diferencial.

Por exemplo, algumas impressoras têm uma capacidade de memória um pouco maior para que possam armazenar arquivos. Isso permite imprimir conteúdos diretamente a partir da impressora, ainda que ela esteja offline ou desvinculada de um PC. Esses modelos costumam ter visores coloridos, que se assemelham a um pequeno tablet na lateral.

Em alguns casos, o visor LCD ajuda na seleção e na execução de certas funções, principalmente nas multifuncionais. Impressoras com entrada USB ou para cartão de memória também são úteis para quem imprime fotos com frequência.

Algumas impressoras mais robustas possuem software de gerenciamento de impressão. Isso permite que a empresa limite o número de páginas impressas por usuário e visualize relatórios de impressão.

Por fim, observe ainda se a impressora da marca em questão tem assistência técnica, própria ou autorizada na sua região. Esse é um detalhe que muitas vezes passa despercebido, mas caso o produto apresente algum tipo de problema ficará mais fácil consertá-lo se houver um especialista próximo. Atenção ao manual de instruções para tomar todos os cuidados para aumentar a vida útil da impressora.

Quanto mais DPI melhor?

DPI é uma sigla em inglês para "Dots per Inch", que em tradução direta significa "Pontos por Polegada".

Em se tratando de impressão, isso significa o seguinte: que em uma polegada de espaço uma determinada impressora é capaz de preencher X pontos de impressão.

Só por aí você já pode concluir que quantos mais pontos de impressão uma máquina for capaz de produzir, maior qualidade ela deve apresentar.

Três tipos de ponto de impressão

Vamos a um exemplo simples para que tudo fique mais claro. Suponha que você tem uma impressora cuja resolução é de 600 DPI.

Isso quer dizer que no espaço de uma polegada ela será capaz de subdividir aquela imagem a ser impressa em 600 pontos.

Por outro lado, uma impressora com resolução de 1.200 DPI será capaz de imprimir 1.2 mil pontos no mesmo espaço de uma polegada. Ou seja, a imagem impressa por esse segundo modelo terá uma uniformidade maior e, consequentemente, apresentará um visual mais interessante.

É por isso que quem precisa imprimir imagens com boa qualidade deve preferir impressoras com DPI mais altos. Porém, fique de olho na imagem de origem.

Uma imagem com 100 DPI impressa em uma máquina com 1.200 DPI tende a deixar mais nítido o fato de que a sua imagem de origem é ruim. Uma medida considerada razoável em imagens para impressão é de 300 DPI. Se você já enviou materiais para uma gráfica, certamente já deve ter recebido esse tipo de recomendação.

A regra vale também para impressoras convencionais.

Escolha aqui o seu modelo de
impressora

Multifuncional Laser DCP-87535DW Brother

Multifuncional Laser DCP-L5502DN Brother

Impressora Ecotank A3 L1800 Epson

Impressora Termica Não Fiscal MP4200TH Bematech

Multifuncional HP Deskjet Ink Advantage 2776 Wifi

Impressora Laser HL-L2360DW Brother

Scanner de Mesa ADS-2800W Brother

Multifuncional LaserJet HP 135A

O futuro O que ele reserva para
as impressoras?

Muitas pessoas ainda olham para as impressoras com desconfiança.

Afinal, por mais que elas tenham agregado funcionalidades ao longo dos anos, o processo de impressão permanece praticamente igual desde os anos 80. Em outras palavras: se há evolução nesse segmento, qual é o caminho que a indústria está em busca?

Diferentemente do que se imagina, o mercado de impressão não perdeu espaço na era digital.

Dados divulgados pelo IDC Brasil em abril de 2019 mostraram que houve no ano passado um crescimento no mercado de impressoras: 61% no varejo e 39% no corporativo.

Os consumidores estão em busca de produtos mais modernos e econômicos. Do ponto de vista dos fabricantes, as tecnologias que permitam economizar tinta ou toner são prioridade.

A questão da portabilidade das impressoras também ganhou espaço nos últimos anos. A ideia de poder levar esses dispositivos para qualquer lugar e conectá-los com smartphones é uma demanda crescente, mas ainda são poucos modelos que oferecem esse recurso.

Além disso, não há como deixar de mencionar o mercado de impressoras 3D. Ainda que elas não sejam uma necessidade na esmagadora maioria dos escritórios e residências, a possibilidade de criar suas próprias modelagens e imprimi-las em casa, utilizando diversos tipos de materiais, faz com que os olhos dos consumidores brilhem mais forte.